Empresas de ônibus do Distrito Federal apresentam novas propostas para tentar evitar greve nesta segunda (28)

Sindicato dos trabalhadores realiza nova assembleia neste domingo (27)

ADAMO BAZANI

As empresas de ônibus do Distrito Federal apresentaram neste sábado (26) uma nova proposta de reajuste aos rodoviários para tentar evitar a greve prevista para segunda-feira (28). A oferta eleva o reajuste salarial de 5,5% para 6% e prevê aumentos de 7% nos benefícios de alimentação e de 11,88% no auxílio saúde e no plano odontológico.

Os trabalhadores farão uma nova assembleia neste domingo (27) para avaliar o andamento das negociações. A paralisação foi aprovada em 20 de setembro, mas sua realização dependerá dos próximos desdobramentos. Para os passageiros, a decisão da categoria será determinante para o funcionamento dos ônibus no início da semana.

Segundo nota das concessionárias, a inflação acumulada no período é de 4,11%. Com base nesse índice, as empresas afirmam que a oferta salarial representa ganho real de 1,82%. O sindicato reivindica reajuste de 8% nos salários, 10% nos benefícios de alimentação e 12% no plano de saúde.

A proposta foi assinada por Bsbus, Viação Piracicabana, Viação Pioneira, Auto Viação Marechal e Consórcio Urbi-HP. As empresas dizem esperar que a oferta seja apresentada à categoria na assembleia e afirmam estar abertas a uma contraproposta formal do sindicato.

Oferta inclui seguro de vida, cobradores e pagamento retroativo

Além dos reajustes, as concessionárias propõem dobrar o valor do seguro de vida em grupo, de aproximadamente R$ 24 mil para R$ 48 mil. A oferta também prevê a manutenção dos postos de trabalho dos cobradores durante a vigência do acordo.

Os valores retroativos a 1º de agosto seriam pagos de uma só vez na folha de outubro, conforme a nota das empresas. As negociações começaram em julho e, segundo as concessionárias, já tiveram mais de dez rodadas.

As empresas ressaltam que o transporte coletivo é um serviço essencial e defendem a manutenção do atendimento à população mesmo em caso de greve. A definição sobre a paralisação e seus possíveis efeitos na operação depende da assembleia dos trabalhadores e dos próximos passos da negociação.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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